____________- O Começo
Ouço gritos, há música... o céu escuro está tão distante... palavras... vozes, apelos... luzes ofuscam meus olhos... alguém chama meu nome. Me ergo.
Tudo roda. Não sei onde estou. As pessoas me olham com desejo, mas elas são moribundas e fedem, fedem a medo. Eu as repudio, totalmente. Ao fundo há uma música, eu a conheço... os dós errados ao piano, sou eu que toco, ainda criança. Sorrio e abraço aquele som; é tão familiar...
Família... logo me lembro que não a tenho. Sinto ódio de todos eles. Falsos! Só me queriam pelo meu dinheiro, todos eles, oportunistas! Sinto frio, muito frio. De repente é como se fosse inverno, minha pele está arrepiada; ela queima, dói.
Sinto mãos me despirem, elas tiram minhas roupas com violência. Me machucam, grito para que parem, mas minha voz não existe. Tenho medo. Medo como aqueles moribundos, tenho medo... Sou um ser como qualquer outro, sou humano; sinto a morte me rondando com seu corpo nu. Ela, derrepente, me parece tão bela e agradável que me seduz.
Mãos saem da escuridão, elas têm vida própria. Tocam meu corpo com luxúria, me excitam. Elas envolvem meu corpo, são frias... estão mortas, assim como Sua mãe. Vejo o oscilar de um líquido prateado... é belo. Contemplo a cena enquanto as mãos ainda me tocam. Placas de aviso surgem, ergo os braços em defesa, mas elas atravessam-me como fumaça sorrio e sinto meu corpo se retesar de dor ao receber a Mãe.
Caio no chão, meu corpo pede descanso, mas as mãos não me abandonam e seguem cuidando de mim. São fortes, ágeis... demoníacas. Vejo um vulto claro acima de mim, é a primeira coisa que vejo em tanto tempo. As mãos somem quando ouço uma ordem num idioma que desconheço. É um som puro, belo e cristalino. Sinto vergonha de minha voz perto d'Ela; é indigno.
Seu corpo é de prata, e suas asas são brancas. Não tem sexo e está nua. Ela sorri, faceira, e me toca. Suas mãos são quentes, elas deixam um rastro vermelho-brilhante em meu corpo... é... sangue. Estou de pé agora, aterrorizado com o sangue que sai de meu abdome; ela está a minha frente. Se abaixa e sorve com cuidado cada gota escarlate; sua língua é habilidosa e gentil, seus olhos são azul-céu. Tão bela... Ela toca em meu rosto, mas suas mãos não mais queimam; por um momento me alegro, mas agulhas perfuram minha pele. Meu corpo vacila e novamente caio.
O chão não chega, braços fortes me seguram. Ouço ordens que não conheço, então tudo se apaga.
Família... logo me lembro que não a tenho. Sinto ódio de todos eles. Falsos! Só me queriam pelo meu dinheiro, todos eles, oportunistas! Sinto frio, muito frio. De repente é como se fosse inverno, minha pele está arrepiada; ela queima, dói.
Sinto mãos me despirem, elas tiram minhas roupas com violência. Me machucam, grito para que parem, mas minha voz não existe. Tenho medo. Medo como aqueles moribundos, tenho medo... Sou um ser como qualquer outro, sou humano; sinto a morte me rondando com seu corpo nu. Ela, derrepente, me parece tão bela e agradável que me seduz.
Mãos saem da escuridão, elas têm vida própria. Tocam meu corpo com luxúria, me excitam. Elas envolvem meu corpo, são frias... estão mortas, assim como Sua mãe. Vejo o oscilar de um líquido prateado... é belo. Contemplo a cena enquanto as mãos ainda me tocam. Placas de aviso surgem, ergo os braços em defesa, mas elas atravessam-me como fumaça sorrio e sinto meu corpo se retesar de dor ao receber a Mãe.
Caio no chão, meu corpo pede descanso, mas as mãos não me abandonam e seguem cuidando de mim. São fortes, ágeis... demoníacas. Vejo um vulto claro acima de mim, é a primeira coisa que vejo em tanto tempo. As mãos somem quando ouço uma ordem num idioma que desconheço. É um som puro, belo e cristalino. Sinto vergonha de minha voz perto d'Ela; é indigno.
Seu corpo é de prata, e suas asas são brancas. Não tem sexo e está nua. Ela sorri, faceira, e me toca. Suas mãos são quentes, elas deixam um rastro vermelho-brilhante em meu corpo... é... sangue. Estou de pé agora, aterrorizado com o sangue que sai de meu abdome; ela está a minha frente. Se abaixa e sorve com cuidado cada gota escarlate; sua língua é habilidosa e gentil, seus olhos são azul-céu. Tão bela... Ela toca em meu rosto, mas suas mãos não mais queimam; por um momento me alegro, mas agulhas perfuram minha pele. Meu corpo vacila e novamente caio.
O chão não chega, braços fortes me seguram. Ouço ordens que não conheço, então tudo se apaga.
